As maravilhas do universo |

As maravilhas do universo

Nosso Universo é terrivelmente grande, escuro e cheio de lugares onde a vida jamais existiria. Mesmo assim, esse local guarda algumas das coisas mais belas que podemos encontrar:

Nebulosa M1-67

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A nebulosa M1-67 é uma das paisagens mais belas de nossa galáxia. Localizada a 10 mil anos-luz, essa nebulosa é diferente, pois tem uma estrela em seu coração.

A Hen 2-427 é uma Estrela Wolf-Rayet, um tipo raríssimo de corpo celeste. Esse tipo de estrela é gigante (20 vezes a massa do Sol) e expele seu conteúdo no espaço a volta, criando uma cortina de neblina. Graças a isso, essa estrela não é apenas mais um pontinho no espaço, ela é uma grande nuvem brilhante.

A luz e o calor da estrela fazem com que a neblina em volta fique aquecida e cria um efeito de iluminação incrível.

APM 08279+5255

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O APM 08279+5255 é um quasar, localizado a 10 bilhões de anos luz da Terra. Quasar é o tipo de corpo celeste que mais emite energia, tendo um núcleo parecido com de uma Galáxia, porém não é grande o bastante para ser considerado uma. Os quasares são grandes fontes de campos eletromagnéticos e emissão de luz. Um quasar sozinho é capaz de emitir mil vezes mais luz do que uma galáxia inteira.

O APM 08279+5255 foi descoberto em 1998 e possui um depósito de 140 trilhões de vezes a quantidade de água que temos na Terra. Por ser um local que emite muita energia, a luminosidade dele é enorme, juntando isso com a nuvem de detritos em sua volta, nós temos uma das mais incríveis visões do Universo.

Nebulosa de Hélix

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A Nebulosa de Hélix é uma das mais belas atrações universais que podemos admirar perto da Terra. Conhecida como o “Olho de Deus”, esse corpo celeste, que está a 215 parsec do nosso planeta é uma nebulosa planetária. Esse tipo de objeto surge na morte de uma estrela gigante vermelha, que pode ter até 10 vezes a massa do Sol.

Quando uma gigante vermelha está vivendo seus últimos suspiros, ela começa a expelir massa em sua volta, assim cria essa nuvem, que fica iluminada pelo brilho intenso do núcleo estrelar sobrevivente. Esse fenômeno dura pouco mais de 10 mil anos, que é um tempo curtíssimo para medidas estrelares. Por isso temos sorte de vivermos na época certa e termos a tecnologia necessária para vermos essa beleza universal:

Nebulosa do Caranguejo

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A Nebulosa do Caranguejo é o resto de uma estrela que explodiu em uma supernova há quase um milênio. Em 1054, astrônomos chineses e árabes registraram um brilho estranho no céu, mas não tinham respostas para aquilo. Foi somente em 1731, que essa nebulosa foi descoberta, mas foi a ciência moderna que conseguiu juntar as histórias.

Quando uma estrela chega ao fim de sua vida, ela explode, jogando elementos químicos por milhões e milhões de quilômetros. No momento da explosão, uma grande luminosidade é emitida e pode ser vista por boa parte da galáxia. Foi exatamente isso que ocorreu em 1054 e quando os telescópios modernos descobriram esses restos de estrela, os cientistas chegaram a conclusão que a explosão dessa estrela deve ter sido a mesma que chamou a atenção dos chineses e árabes no passado.

Dentro dessa nebulosa existe um Pulsar, que também é chamado de Caranguejo. Esse pulsar emite pulsos eletromagnéticos 30,2 vezes por segundo.

Fonte: Minilua

Ilustração Renan Roque / Layout e Programação: Wanderson Alves

Layout e Programação: Wanderson Alves / Ilustração Renan Roque